terça-feira, 12 de abril de 2011

EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA E AS GERAÇÕES

O que é Educação a Distância (EaD)  
        A Educação a Distância é uma modalidade de ensino onde professores e alunos estão separados no tempo e no espaço e desenvolvem atividades de aprendizagem por meio de uma tecnologia de comunicação.  
       A evolução da Educação a Distância  
        A evolução da educação a distância pode ser compreendida a partir da história dos meios de comunicação. 

          A 1ª Geração
A primeira geração da EaD surgiu na Inglaterra no final do século 19 com os primeiros cursos por correspondência. No Brasil, a primeira iniciativa de EaD surgiu em 1904, com o ensino por correspondência: instituições privadas ofertando iniciação profissional em áreas técnicas, assim como outras iniciativas via rádio. O modelo de ensino consagrou-se na metade do século, com a criação do Instituto Monitor, do Instituto Universal Brasileiro e de outras organizações similares, responsáveis pelo atendimento de mais de três milhões de estudantes em cursos abertos de iniciação profissionalizante pela modalidade de ensino por correspondência.  
    
    A 2ª Geração
No início do século 20, com o advento do rádio e da televisão iniciou-se a segunda geração da EaD, marcada pela realização de programas educacionais e dos telecursos. No Brasil, esta geração foi marcada pela criação das TVs Educativas em meados dos anos 60.   
     
 
  A 3ª Geração
A terceira geração da EaD, na qual nos encontramos atualmente, é caracterizada pelo uso das novas tecnologias de informação e comunicação (TICs), especialmente da Internet. Estamos, portanto, na geração dos programas de aprendizagem inovadores, baseados na construção de comunidades de aprendizagem, na pesquisa e no desenvolvimento de novas práticas educacionais, onde a informática aliada à comunicação em rede nos leva a novas oportunidades educacionais.   
     A passagem à 4ª geração de EaD é mais difícil de estabelecer do que o que aconteceu em relação as gerações anteriores. De facto, ela diferencia-se da anterior por:
Intervenientes: A instituição virtual substitui a instituição física no processo de EaD.
Ambiente/Local de estudo: Surge um novo ambiente de estudo, a sala de aulas virtual.
O aparecimento da 4º geração de EaD não é assim acompanhado/associado ao aparecimento de uma nova tecnologia, tal como aconteceu para as gerações anteriores. Também não se observam alterações significativas a nível dos suportes pedagógicos. A existência da 4º geração de EaD só pode ser estabelecida ao nível dos intervenientes e do ambiente de aprendizagem. O aluno passa a interagir com docentes virtuais, com outros alunos virtuais, com uma instituição virtual e tudo acontece numa “sala de aula” virtual.
Para que ocorra a aprendizagem colaborativa é necessário que haja uma ligação “social” entre os membros que formam a comunidade, é necessário o sentimento de pertencer a um grupo.
Rheingold foi um dos primeiros autores a utilizar o termo "comunidade virtual" para os grupos pessoas que mantinham relações sociais no ciberespaço.
Hoje em dia, fala-se já da 5ª geração (e mesmo 6ª), baseadas no desenvolvimento da rede e da passagem e profileração da Web 2.0.
Um Personal Learning Environment (Ambiente de Aprendizagem Pessoal) é um sistema centrado no aluno, em que este cria o seu próprio ambiente de aprendizagem. Integra as aprendizagens formais e informais em que o aluno engloba tudo o que considera relevante para a sua aprendizagem.
O aluno, com recurso às ferramentas disponíveis online, agrega, manipula, colabora e publica as suas aprendizagens.

 A Internet e a EaD
A Internet tem causado profundas mudanças em nossa sociedade e em nosso cotidiano, mudando a forma com que trabalhamos, nos divertimos, nos socializamos e estudamos.
Na educação, estas mudanças se refletem na forma em que os alunos pesquisam e se desenvolvem e também na forma em que os professores planejam seus cursos e interagem com seus alunos.
Através da Internet e dos ambientes virtuais de aprendizagem, podemos criar salas virtuais, nas quais professores e alunos comunicam-se, dialogam, acessam materiais didáticos, pesquisam e constroem conhecimento. A principal contribuição da Internet para a educação não está no uso da tecnologia, mas sim nas mudanças de atitude e nas novas oportunidades de aprendizagem que ela proporciona.
    Modalidade Semipresencial
A modalidade semiprensencial é uma sub-modalidade de cursos a distância que se caracteriza pela realização de encontros presenciais intercalados por atividades á distância.


DECRETO 5.622/2005

DECRETO Nº 5.622, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2005.

Regulamenta o art. 80 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.

         O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso das atribuições que lhe confere o art. 84, incisos IV e VI, alínea "a", da Constituição, e tendo em vista o que dispõem os arts. 8o, § 1o, e 80 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996,

        DECRETA:

CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

        Art. 1o  Para os fins deste Decreto, caracteriza-se a educação a distância como modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos.
        § 1o  A educação a distância organiza-se segundo metodologia, gestão e avaliação peculiares, para as quais deverá estar prevista a obrigatoriedade de momentos presenciais para:
        I - avaliações de estudantes;
        II - estágios obrigatórios, quando previstos na legislação pertinente;
        III - defesa de trabalhos de conclusão de curso, quando previstos na legislação pertinente; e
        IV - atividades relacionadas a laboratórios de ensino, quando for o caso.
        Art. 2o  A educação a distância poderá ser ofertada nos seguintes níveis e modalidades educacionais:
        I - educação básica, nos termos do art. 30 deste Decreto;
        II - educação de jovens e adultos, nos termos do art. 37 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996;
        III - educação especial, respeitadas as especificidades legais pertinentes;
        IV - educação profissional, abrangendo os seguintes cursos e programas:
        a) técnicos, de nível médio; e
        b) tecnológicos, de nível superior;
        V - educação superior, abrangendo os seguintes cursos e programas:
        a) sequenciais;
        b) de graduação;
        c) de especialização;
        d) de mestrado; e
        e) de doutorado.

        Art. 3o  A criação, organização, oferta e desenvolvimento de cursos e programas a distância deverão observar ao estabelecido na legislação e em regulamentações em vigor, para os respectivos níveis e modalidades da educação nacional.
        § 1o  Os cursos e programas a distância deverão ser projetados com a mesma duração definida para os respectivos cursos na modalidade presencial.
        § 2o  Os cursos e programas a distância poderão aceitar transferência e aproveitar estudos realizados pelos estudantes em cursos e programas presenciais, da mesma forma que as certificações totais ou parciais obtidas nos cursos e programas a distância poderão ser aceitas em outros cursos e programas a distância e em cursos e programas presenciais, conforme a legislação em vigor.
        Art. 4o  A avaliação do desempenho do estudante para fins de promoção, conclusão de estudos e obtenção de diplomas ou certificados dar-se-á no processo, mediante:
        I - cumprimento das atividades programadas; e
        II - realização de exames presenciais.
        § 1o  Os exames citados no inciso II serão elaborados pela própria instituição de ensino credenciada, segundo procedimentos e critérios definidos no projeto pedagógico do curso ou programa.
        § 2o  Os resultados dos exames citados no inciso II deverão prevalecer sobre os demais resultados obtidos em quaisquer outras formas de avaliação a distância.
        Art. 5o  Os diplomas e certificados de cursos e programas a distância, expedidos por instituições credenciadas e registrados na forma da lei, terão validade nacional.
        Parágrafo único.  A emissão e registro de diplomas de cursos e programas a distância deverão ser realizados conforme legislação educacional pertinente.
       Art. 6o  Os convênios e os acordos de cooperação celebrados para fins de oferta de cursos ou programas a distância entre instituições de ensino brasileiras, devidamente credenciadas, e suas similares estrangeiras, deverão ser previamente submetidos à análise e homologação pelo órgão normativo do respectivo sistema de ensino, para que os diplomas e certificados emitidos tenham validade nacional.
        Art. 7o  Compete ao Ministério da Educação, mediante articulação entre seus órgãos, organizar, em regime de colaboração, nos termos dos arts. 8o, 9o, 10 e 11 da Lei no 9.394, de 1996, a cooperação e integração entre os sistemas de ensino, objetivando a padronização de normas e procedimentos para, em atendimento ao disposto no art. 80 daquela Lei:
        I - credenciamento e renovação de credenciamento de instituições para oferta de educação a distância; e
        II - autorização, renovação de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento dos cursos ou programas a distância.
        Parágrafo único.  Os atos do Poder Público, citados nos incisos I e II, deverão ser pautados pelos Referenciais de Qualidade para a Educação a Distância, definidos pelo Ministério da Educação, em colaboração com os sistemas de ensino.
        Art. 8o  Os sistemas de ensino, em regime de colaboração, organizarão e manterão sistemas de informação abertos ao público com os dados de:
        I - credenciamento e renovação de credenciamento institucional;
        II - autorização e renovação de autorização de cursos ou programas a distância;
        III - reconhecimento e renovação de reconhecimento de cursos ou programas a distância; e
        IV - resultados dos processos de supervisão e de avaliação.
        Parágrafo único.  O Ministério da Educação deverá organizar e manter sistema de informação, aberto ao público, disponibilizando os dados nacionais referentes à educação a distancia.

CAPÍTULO II
DO CREDENCIAMENTO DE INSTRUÇÕES PARA OFERTA DE CURSOS E
PROGRAMAS NA MODALIDADE A DISTÂNCIA

        Art. 9o  O ato de credenciamento para a oferta de cursos e programas na modalidade a distância destina-se às instituições de ensino, públicas ou privadas.
        Parágrafo único.  As instituições de pesquisa científica e tecnológica, públicas ou privadas, de comprovada excelência e de relevante produção em pesquisa, poderão solicitar credenciamento institucional, para a oferta de cursos ou programas a distância de:
        I - especialização;
        II - mestrado;
        III - doutorado; e
        IV - educação profissional tecnológica de pós-graduação.
        Art. 10.  Compete ao Ministério da Educação promover os atos de credenciamento de instituições para oferta de cursos e programas a distância para educação superior.

TEXTO DE MORAN

Educação à Distância

A educação à distância é um processo de ensino-aprendizagem, onde  professores e alunos estão separado especial e/ou temporariamente.
Professores e alunos não estão juntos fisicamente mas sim conectados, através da tecnologia como a internet e também pode usar o rádio, a televisão, video, CD - Rom, o telefone ofax e tecnologia semelhantes.
A palavra ''Educação à Distância'' é a mais abrangente.
Hoje tem vários tipos de Educação: a presencial,semi-presencial (parte presencial, a virtual ou a distância)
E outro conceito importante é a educação continuada, formação constante de aprender sempre em serviço, juntando teoria e prática, refletindo sobre a própria experiência ampliando com novas informações e relações.
Definição da Educação à Distância é uma modalidade de ensino, hoje educação contínua ou continuada. Níveis de Ensino.
Em seguida o professor ou aluno não está junto geograficamente e unidos através da tecnologia.
A presença em sala de aula semi-presencial escolhe que 25% seja à distância
Já a educação à distância e toda à distância só se torna presencial na hora de apresentar o TCC.
Educação contínua ou continuada nos niveis de EAD são fundamental, ensino médio, graduação e pós-graduação.
O processo de mudança não e facil no entanto difícil é mudar os padrões adquiridos.
A maioria dos estudantes não tem aceeso a esses recursos tecnologicos, pois isso é de maior relevância possibilitar a todos o acesso as tecnologia, e a informação significativa.
A professor tem que se preparar para ser educador de Educação à Distãncia, temos que entender o que é para que o mesmo possa se capacitar para poder assumir ser professor de Educação à Distância.

HISTÓRIA DA EAD NO BRASIL E NO MUNDO

Século XV

Johannes Gutemberg Educação à Distância teve seu primeiro grande salto com Gutenberg (famoso pela sua contribuição à tecnologia da impressão e tipografia) por meio de reprodução de livros que até então eram copiados manualmente.

1923

Rádio Sociedade do Rio de Janeiro
Liderada por Roquete Pinto e Henrique Morize, a radio Sociedade do Rio de Janeiro iniciou neste ano a educação via rádio, que teve significado importante para a EAD.

1941

Instituto Universal Brasileiro

Surgimento do Instituto Universal Brasileiro, instituição privada pioneira em EAD pela modalidade de ensino por correspondência.

1950/60

Movimento de Educação de Base
Sistema de ensino à distância criado pela CNBB, o MEB surgiu para alfabetizar e apoiar os primeiros passos da Educação de Jovens e Adultos, principalmente nas regiões norte e nordeste do Brasil, com a utilização do rádio.

1962/64

Movimento de Educação de Base
Com 25 emissoras radiofônicas, o MEB atingiu quase meio milhão de camponeses, distribuídos em 14 estados brasileiros.

1967/74

Projeto Saci/Inpe
Por meio da tecnologia via satélite, esse projeto constituiu um sistema de teleducação, utilizando como suporte material de rádio e impresso, para ensino fundamental e treinamento de professores.

1976

Sistema Nacional de Teleducação
Lançado pela serviço nacional de aprendizagem comercial - SENAC, que operava principalmente por meio de ensino por correspondência. Também teve algumas experiências com rádio e tv. (77/79).

1983

Parceria SENAC/TVE/MEC.
O convênio entre o Senac, a Fundação Centro Brasileiro de TV Educativa ea Rádio MEC resultou em programas radiofônicos sobre orienntação profissional na área de comercio e serviços, veiculados em cadeia nacional.

1993

BRASIL  EAD

Reitores de Universidades públicas brasileiras assinaram a implantação do consorcio.
Interuniversitário de Educação Continuada e a Distância, cujo objetivo era aumentar e diversificar a oferta de oportunidades educacionais do país.

1995

Programa TV Escola
Ministério da Educação
O programa TV Escola produz material televisivo com transmissão pelo Brasil Sat e recepção por antena parabólica.
Esse canal desenvolveu series didáticas, documentários e o programa ''Um Salto para o Futuro''.

2000

Credenciamento
Surgem as primeiras Universidades credenciadas pelo Ministério da Educação e Cultura para oferecer cursos à distância.

2001

Curso EAD de formação continuada para gestores de escola cujo objetivo é formar lideranças escolares comprometidas com a construção de um projeto de Gestão Democrática da escola pública, focado no sucesso escolar dos alunos.

2005

Rede EAD Senac de Pós Graduação
Inicio das atividades da rede EAD Senac de Pós Graduação e lançamento do programa Midia-Escola, que divulga produções de alunos de escolas públicas utilizando tecnologias de Informação e Comunicação.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

EDUCAÇÃO FORMAL E NÃO FORMAL

Educação formal e não formal

A educação formal nasce como local privilegiado de ensino/educação quando interessa ao exercício do Poder de um governo. Parece que desde então a educação formal sempre está a serviço desta ou daquela ideologia. Por outro lado, temos a educação que se dá fora desses limites da escola formal. As primeiras comunidades humanas parecem se valer mais desse modelo. O aprendizado vai se dando ao longo do dia e em meio aos fazeres da comunidade.
            Na atualidade, com milhares de indivíduo, parece quase impossível pensar um povo sem escola, sem espaço formal para educação. Contudo, dado ao surgimento de várias inovações no campo da comunicação, o aprender fora dos muros de uma escola parece estar vivo novamente. Existem, inclusive, severas críticas á educação escolar. Dentre vários outros pensadores temos Pierre Boudieu, Jean Baudrillard, Ivan Ilich, Foucault, todos críticos ferrenho da escola. Para esses pensadores, com diferentes abordagens, a escola está a serviço das classes dominantes e constituem o local privilegiado de manutenção do poder das elites.
            Enfim, parece então que estamos novamente no advento de uma educação sem escola. Feita pela internet, na convivência social, na relação do trabalho. Se a educação formal se dá em local determinado, na escola, a não-formal se dá na vida, no convívio social, nos filmes, na novela. Parece-me, então, que mesmo a educação não-formal, nos dias de hoje, tem sido alvo dos que detém o poder. A informalidade não passa de um truque, mas aí também se encontra a mão do poder das elites. Colocando, assim, a questão de se é efetivamente informal a educação-não-formal.